Julho 2008


“No fundo uma pessoa habitua-se aos outros, falamos a mesma língua e vivemos a vida dos outros, os seus teatrinhos as suas históriazitas. E a nossa vida não interessa nada? Não contamos para os outros tal como os outros esperam tudo de nós?

Não tenho pena nem receio de dizer que este parágrafo ajudou muito a reflectir e a pensar em mim. Foi dito, como disse, por um amigo que vê o SL como se calhar todos nós deviamos ver. Já teve mais avatares (clones) que qualquer outra pessoa que conheço. Já entrou e saíu de grupos, fóruns, blogs mais vezes do que qualquer outra pessoa que conheço. Inconstância? Não. Ele é, como digo, constante no que faz. Sente e integra-se num grupo quando quer. Sai quando vê que deixou de lhe agradar. Volta mais tarde, porque lhe apetece, para voltar a sair só porque sim.

E no meio disto tudo, sempre que as histórias dos Kens e as Barbies começam a desagradar-lhe, simplesmente afasta-se. Pode voltar ou não, não interessa. Os amigos que são amigos sabem onde está e como o chamar. E com isso consegue manter a mente e coração puros e muitas vezes, livres das re(al)ações que nos atormentam a todos. Um exemplo de vida SLiana.

Em tempos sentia que não tinha um projeto no SL. Agora está mais que bem encaminhado na sua vocação metaleira. Mas conseguiu e consegue ser um dos melhores amigos da deusa. E aturá-la nos piores ou nos melhores dias talvez seja uma das suas grandes vocações.

Beijinhos grandes … e electrificados.

 


É a resposta que todos os que perguntarem  nos próximos dias arriscam-se a receber. Não tenho estado,  a situação não se alterou,pelo contrário,  por isso mais vale assumir de vez.

Estou cansada, estou triste, estou magoada, estou farta, estou indecisa, estou…sei lá. E não vale a pena perguntar porquê. Quem sabe, sabe, quem não sabe desconfia, e quem não desconfiar…pois não me apetece tar sempre a falar nisso, OK?

Compreender as razões de alguns e não poder fazer nada porque também as sentimos… Saber que deviamos ser egoístas e pensar em nós mas não conseguimos deixar de pensar e sacrificar-nos por outros. Não nos sentirmos bem em casa mas também não conseguirmos mudar de casa. Sentir por um lado que somos queridos, mas por outro ver-mos que poucos sentem falta do que fazemos. Estender o braço para limpar as lágrimas de alguém enquanto que as nossas continuam a brotar. termos de ser fortes diante de tudo e todos enquanto desmoronamos por dentro.  ter de ser a Deusa quando apenas queremos ser apenas mais um. Saber que os nossos caminhos não podem continuar assim, mas também não sabermos para onde os queremos levar. Em ambas as vidas. 

E ter chegado a casa às três da manhã e ter  acendido o PC de propósito para dizer isto comprova que se calhar…ou sou doida ou não estou bem. Ou pronto, as duas coisas. Se sou doida esta tudo explicado e posso alegar sanidade temporária por tudo o que fizer a partir de hoje. Mas para já digo apenas que não estou bem. Ponho a neka (que agora só lhe falta a cauda) a divertir-se à grande durante uns 15 dias, RL e SL, até às férias. Depois Interregno total a SL (quem me dera ir ao deserto…longe de tudo e todos) de preferência longe de gmails e blogs… e afins. E daqui a um mês voltar, repensar em tudo das duas vidas e tomar decisões. Valerá a pena? Ou melhor, o que vale a pena?

Afinal tudo o que é demais enjôa…

Ou não? Ora deixa  lá ver. O filme é lindo, as canções maravilhosas, os actores perfeitos… (alguém me arranja o telefone do Ewan?)

Opa, estas aguentam-se bem. Tomara só se limitasse ao Moulin Rouge.  Pior é que há lamechices do pior por aí. E até eu que já estou habituada e até gosto de ver de vez em quando, já começo a enjoar. Parece que todo o mundo começou a lembrar-se de partilhar músicas lamechas.

Uma vez por outra, até se aguenta, dá para sorrir, para pensar, para chorar… agora todos os dias, a toda a hora, a insistência enjoa.  bahhhh…. é caso para dizer “Getalife“.

Bem, deixem-me contribuir para uma parte do vosso enjôo… deste tipo eu aguento bem e até gosto :)